Na véspera do casamento, uma universitária apareceu à minha porta com a barriga já evidente.
Gustavo Almeida, que sempre foi implacável e decisivo no mundo dos negócios, caiu de joelhos diante de mim e pediu perdão.
— Naquela noite eu estava bêbado… pensei que fosse você. Eu juro que isso nunca mais vai acontecer.
A garota, corada, admitiu que tinha se aproximado dele porque ele era rico. Queria subir na vida através daquele filho.
Gustavo a levou pessoalmente ao hospital para interromper a gravidez.
Depois disso, vivemos seis anos de casamento aparentemente perfeito.
Até o dia do nosso sexto aniversário.
Com o exame de gravidez nas mãos, eu decidi virar essa página de uma vez por todas.
Comprei o bolo favorito dele e fui até o hotel onde ele estava hospedado em viagem de negócios.
Mal cheguei ao andar do quarto, ouvi uma voz feminina no corredor.
Ela segurava um menino de seis anos no colo enquanto mandava um áudio cheio de manha:
— Seu chato… ontem você insistiu tanto em terminar dentro que minhas pernas ainda estão moles…
— Hoje à noite pega leve comigo, ou eu não falo mais com você.
Pensei, meio curiosa, como as pessoas hoje em dia eram abertas demais.
Olhei mais uma vez.
E congelei no lugar.
Era a mesma universitária de seis anos atrás.