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《[O 12º Beijo]》Capítulo 27: Bônus 2 ❝Quão forte é o seu amor? ❞ ¾

❝Quão forte é o seu amor? ❞

Verão de 1999

Foi o verão mais bonito da vida de John. Seu vigésimo primeiro verão, onde cada pétala estava em plena glória. Como estrelas caindo do céu, flores macias e cor-de-rosa da murta crepe caíam nos cabelos de Metilda.

John era moreno, às vezes falador, às vezes desajeitado e na maioria das vezes uma estrela.

Metilda era quieta, tímida, às vezes gentil, às vezes compreensiva e sempre sincera.

Eles sentaram sob uma árvore, no parque, observando a procissão do casamento de uma pequena distância. O casamento era tão bonito que Metilda não teve coragem de se intrometer. Parecia errado fazer isso.

Então John e Metilda sentaram, uma distância polida entre seus corpos, para observar tudo se desdobrar.

"Você já esteve apaixonada?" John perguntou, pelo canto do olho ele viu Metilda endurecer. A resposta estava clara como a luz do dia.

"Sim." Ela mordeu o lábio inferior, que tremia. "Eu realmente o amava." Seu olhar estava desviado, não se encontrava com o dele.

"O que aconteceu?"

"Às vezes," ela levantou a mão. E um momento depois ela juntou sua mão com a outra, um centímetro de ar separando-as. "Uma pessoa não pode derrubar todas as paredes. Eu tentei muito para alcançá-lo. Incansavelmente, eu continuei tentando e tentando fazê-lo ver, fazê-lo entender que ele podia confiar em mim."

Metilda fechou os olhos, respirando fundo. "Você não pode quebrar a barreira a menos que a outra pessoa queira e ele não me queria. O que realmente machucou. Doeu tanto. Eventualmente, eu me tornei igual a ele até você aparecer..."

John quis entrelaçar seus dedos na mão dela. Mas seria muito direto, talvez fosse muito cedo. Em vez disso, ele escolheu se apoiar na casca áspera da árvore.

"Eles continuam te afastando porque eles querem que você tente mais e quando você vai embora, isso os devasta. Eu vi nos seus olhos, Metilda. Toda vez que você me afastava ou me ignorava por dias, suas mãos tremiam quando você me via. É difícil amar novamente, depois que foi perdido. Foi o que aconteceu comigo quando perdi meus pais. Tia Rein foi quem aguentou minhas mudanças de humor. Um dia ela esqueceu de me ligar, e Metilda, eu nunca me senti tão assustado na vida. Eu pensei: e se ela desistir de mim? O que farei então?"

"Fico feliz que você não tenha desistido." Metilda sussurrou. O violinista tocava uma melodia quebrada, perto do banco. Era a primeira vez dele tentando tocar a música. Ela respirou fundo. "Fico feliz que você não tenha desistido de mim."

John sorriu levemente, antes de assentir. Mechas de cabelo preto caídas descuidadamente sobre sua testa. A melodia do violinista estava ficando mais forte.

"Você já esteve apaixonada?" Metilda finalmente perguntou, incapaz de segurar isso.

"Você quer dizer antes de você, não. Na verdade, eu gostava de algumas garotas, mas amar..."

As cores do verão se apressaram no rosto de Metilda. O sol brilhante, o ar quente e úmido, o calor do vento deviam ter feito sua mágica. Porque John nunca a tinha visto tão vermelha.

"Você está bem, Metilda?"

Ela parou no meio de um aceno. "Você acabou de dizer... eu... John." Estava claro, ela estava confusa.

"Eu já te disse antes, Mel. Eu te amo."

Foi a primeira vez que John disse essas palavras diretamente para ela. O primeiro "eu te amo" deles. Metilda estava prestes a abrir a boca para responder, mas John colocou uma mão em seus lábios. Um gesto muito audacioso.

"Está tudo bem. Você não precisa dizer. Não até que esteja certa."

 

Verão de 2015

John ficou do lado de fora do centro de reabilitação. Seu coração batendo a mil por hora. Metilda saiu cinco minutos depois, simplesmente vestida com uma saia azul-marinho e blusa branca.

John, que vestia um terno apertado, tinha feito reservas em um restaurante chique. Metilda franzia a testa no momento em que seus olhos se encontraram, algumas mulheres ao redor dela estavam rindo de John como se não houvesse amanhã.

"John."

"Mel." Seu coração deu uma leve apertada. Já fazia um tempo desde que ele a chamava de Mel.

Ele estava vestido com suas melhores roupas. Um cachecol no bolso esquerdo do casaco, uma gravata cinza aço caída frouxamente da gola. Mechas de cabelo cuidadosamente penteadas para o lado, seu rosto recém-barbeado.

Metilda não queria que essa memória ressurgisse, mas ressurgiu.

Ela se sentou perto da janela, na sala de estar, trabalhando em um artigo pendente. Os raios de sol da manhã entrando pela janela. Era difícil para ela acordar todas as manhãs, mesmo quando sua mente estava tão entorpecida que mal conseguia pensar, comandar seu corpo a se mexer, sorrir quando via seu filho. Era difícil.

John saiu de seu quarto. Metilda analisou o que ele estava usando. Sapatos bem polidos, um casaco e camisa novos, um relógio caro em sua mão esquerda. Ele certamente estava vestido para impressionar. Não, não ela. Para impressionar Jannet.

Enquanto ele se afastava, Metilda percebeu que ele não estava mais usando o perfume favorito dela. Era um cheiro novo.

Deveria ter doído. Talvez um pouco. Porque quando John passou por ela, nem sequer olhou na direção dela. Mas não doeu. Metilda estava tão anestesiada a ponto de não se importar mais.

"Como foi a terapia?" John perguntou, diminuindo a distância entre eles em grandes passos. Ele parou a uma distância educada.

Metilda sorriu para ele. "Foi bom." Ele odiava quão vagas eram suas respostas ultimamente. Ele gostaria que ela contasse mais coisas a ele. "Aprendi muitas coisas sobre mim mesma."

"Como o quê?"

John e Metilda avançaram em direção ao carro dele. Estava estacionado a alguns metros de onde estavam.

"John." Metilda parou abruptamente de andar quando seus dedos roçaram contra a perna dele.

"Estou ouvindo." Ele se virou para encará-la.

"Aprecio os esforços que você está fazendo, mas ainda não estou pronta. Não parece certo. Desculpe. Sei que já te perdoei, mas parece que estamos nos apressando. Tenho medo de que possa desmoronar novamente."

Era a coisa mais longa que Metilda havia dito nos últimos dias. John respirou fundo, o leve sorriso em seus lábios parecia fixo.

"Podemos ser amigos por enquanto. Enquanto você estiver comigo, sabe, Metilda, eu estou bem em ser apenas amigos pelo resto de nossas vidas."

Todos os suspiros ficaram presos em sua garganta. Ela sorriu maliciosamente. "Ainda tão habilidoso quanto sempre, velho."

Ela deu um cutucão de leve no ombro dele.

John franzia a testa para ela. "Não estou velho. De jeito nenhum."

"Claro, você não está."

"Ei. Isso não é justo."

"A vida não é justa."

"Verdade."

"Então, Johnny, onde você planeja me levar esta noite?"

O sorriso de John ficou mais terno e mais amplo. "Para os bons e velhos tempos."

 

Verão de 1999

Matilda estava dançando um pouco à frente dele, o vestido de algodão que ela usava tremulava no ar, suas bochechas tinham uma cor rosada enquanto os selvagens olhos verdes de John a seguiam.

Eles estavam no quintal da casa de sua tia. Ela estava fora da cidade para uma competição de xadrez interestadual, deixando a casa sob seus cuidados. Matilda, descalça, saltitava nas poças de lama, deixando pegadas por todo o cascalho.

John teria que limpar depois, mas sinceramente, não se importava. Vê-la feliz o deixava tão feliz. Algumas horas de esfregar valeriam a pena.

Matilda voltou para onde John estava, encostado no tronco de uma árvore.

 "Sabe," ela arrastou a palavra. "Quando um garoto traz uma garota para uma casa vazia, geralmente tem algo em mente."

       John ficou vermelho. Matilda teve dificuldade em acreditar que ele era o mesmo garoto que era a alma da festa, confiante e audacioso. Era tudo, menos assim quando estava com ela.

"Prometo que não estava pensando em nada disso."

Matilda estreitou os olhos para ele e o observou cuidadosamente, o dedo indicador batendo na ponta do queixo. "Eu acredito em você."

Ela girou para o outro lado e John suspirou aliviado. 

Então, ela olhou por cima do ombro, um brilho de travessura nos olhos. "Mas isso não significa que eu não estivesse pensando nisso."

 

Verão de 2015

Matilda mordeu o lábio inferior. Amusement clear as day em seus olhos. "John, você deve estar realmente desesperado para me trazer aqui."

Ela ficou parada na porta da casa de sua finada tia.

John coçou a nuca, sorrindo timidamente. "Desesperado, talvez um pouco, mas não é isso que eu tinha em mente."

Matilda revirou os olhos. "Estou indo embora."

"O quê? Não. Espere!" John correu atrás de Matilda enquanto ela seguia à frente. Ele estendeu a mão para pegar a dela, que ela afastou com um tapa.

"Não me toque."

"Matilda."

John suspirou. Ele realmente tinha se metido em encrenca. Havia apenas uma maneira de convencê-la. John já podia sentir seu rosto ficando quente e vermelho de vergonha.

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