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《[O 12º Beijo]》Capítulo 24: Ventos Derivantes

"Amor é aquela condição em que a felicidade de outra pessoa é essencial para a sua própria."

― Robert A. Heinlein, Estranho em uma Terra Estranha

💕 Ventos Derivantes

Os chimes do vento tilintaram. Suavemente. Tão lindamente. As árvores, girassóis brilhavam à luz do sol da manhã. John estava no alpendre dos fundos. Sua cabeça apoiada no pilar de madeira. Ele respirou profundamente.

O crepúsculo da alvorada sinalizou um novo começo. Talvez um começo sem ele.

Ele olhou para suas mãos vazias. A pele áspera que teimosamente se agarrava aos seus ossos e como, algum dia, uma mão o envolvia perfeitamente.

"John", Metilda correndo pelo pequeno jardim deles. "Não, você não ousaria." Ela estava rindo, alto como se o mundo tivesse lhe dado cada grama de felicidade.

John sorriu, suas mãos pingando tinta. "Eu ousaria."

"Não." Ela bufou sem fôlego, escondendo-se atrás da árvore carvalho. "O bebê não aprova."

"Tenho certeza de que nosso bebê não se importa que o papai dê um pouco de cor para a mamãe."

"JOHN!" Antes que Metilda tivesse a chance de reagir, John pressionou as mãos contra o rosto dela.

Ela fez um bico para ele. "Veja o que você fez. Feliz agora?"

John riu. "Muito feliz!"

Um momento depois, ela se juntou a ele.

John ainda conseguia ouvir a risada deles enquanto ficava debaixo do telhado inclinado. Ela ecoava nas paredes. No tronco da árvore carvalho, as respingos de tinta ainda a enfeitavam. O jardim tinha absorvido seus momentos. Ainda os mantinha em sua segurança mesmo quando ele os tinha esquecido.

John vagou sem rumo pela casa deles. Parou no quarto de Metilda. Costumava ser o quarto de hóspedes. Ela o havia ocupado quando John havia derramado as fofocas sobre Janet.

Ele passou as mãos pela colcha da cama. Os desenhos florais o lembraram do tempo em que ele e Metilda foram comprar utensílios domésticos e de como ela queria estampas florais em tudo, desde utensílios de cozinha até a cortina.

"Flores, flores." Ela balançou suas mãos unidas para frente e para trás. "Elas se perdem pelos outros. É como se tivessem um senso de sacrifício. Suas pétalas murcham assim que se transformam em frutos. A beleza dá lugar ao amor."

"Isso não faz sentido algum."

"Nem tudo precisa fazer sentido."

John sorriu para si mesmo.

Ele foi até a sala de estar. Seus olhos absorviam tudo mas deixando tudo para trás. Lágrimas escorriam de seu rosto.

Ele a amava. Ele a amava. Ele amava-os, seu filho e sua esposa.

Depois de um último olhar, John pegou suas malas e saiu. As memórias restantes na casa o instigavam a voltar, mas ele guardava tudo dentro e ignorava o chamado de seu coração.

"Louis é um coelhinho. Coelhinhos gostam de pular-pular e..."

Louis pulava na cama do hospital, rindo enquanto subia. A enfermeira tentava acalmá-lo para que ela pudesse administrar os remédios.

"Louis, sente-se. Louis!"

Metilda estava no meio de um ataque de nervos quando Mark entrou no quarto. Ele parecia mais carrancudo do que nunca. Mechas de cabelo preto espalhadas descuidadamente pela testa.

"Ei, Louis! Tudo bem?" Mark sorriu instantaneamente.

Sempre que Mark via crianças, seu habitual mal humor se transformava em algo alegre. Ele se sentia muito feliz quando conversava com Metilda, que parecia absolutamente linda, mesmo em seu estado desarrumado, com cabelos caindo do coque, linhas cansadas em sua testa.

"Louis é um coelhinho. Com orelhinhas fofas e um nariz grande." Louis franzia o nariz de propósito. "Veja, Louis é um coelhinho."

Mark colocou uma mão tranquilizadora no ombro de Metilda. "Ele está bem. Metilda. Nós o temos."

Ela fechou os olhos por um momento e quando os abriu, parecia mais relaxada.

"Ei, coelhinho." Metilda sorriu para Louis. Um boné azul estava envolto em sua cabeça. "Se você não descer, mamãe não vai levá-lo ao parque de diversões."

Louis animou-se com a menção ao parque de diversões.

"Hmm, algodão-doce rosa e ursinhos de goma."

Metilda revirou os olhos com o tom infantil de Mark, mas riu mesmo assim.

"Ok. Louis vai tomar remédio." Ele se jogou de volta na cama e abriu a boca bem grande. Metilda o ajudou a beber o conteúdo do frasco cheio de um líquido cor de marrom. Louis fez uma careta antes de engolir o líquido.

"Louis vai ao parque de diversões com mamãe e papai." Ele bocejou, aninhou sua cabeça no coelhinho de pelúcia com dois botões nos olhos. "Mamãe, papai e Louis vão ao..."

Ele adormeceu. Metilda suspirou.

"Posso falar com você?" Mark sussurrou em seu ouvido.

Ela olhou para ele, confusa. "Claro."

Mark e Metilda sentaram do lado de fora no jardim do hospital. A grama estava sendo cortada ao longe. Alguns casais passeavam ao redor da fonte de concreto.

O sol estava brilhante no céu. Os ventos eram suaves, os pássaros cantavam. Algumas mechas de cabelo voaram no rosto de Metilda. Mark se inclinou para frente e as colocou atrás de sua orelha. Metilda sentiu-se irônica com a ação.

"Há algo que eu tenho querendo te perguntar."

Algo se retorceu dentro de seu estômago. Um sentimento que ela conhecia muito bem. A temperatura de sua pele subiu algumas casas.

Mark se ajoelhou e olhou para cima para ela.

"Você quer se casar comigo?"

Uma caixa de veludo estava em sua palma, na qual brilhava uma aliança de ouro.

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