John estava sentado em sua mesa quando Jannet entrou na cabine. Com seu uniforme policial apertado e um revólver em sua cintura, ela parecia um anjo pronto para matar.
"Alguma atualização sobre o caso da escola primária?" Ela perguntou, jogando um arquivo vermelho na mesa.
John suspirou e balançou a cabeça.
"Droga", ela pressionou as palmas das mãos na mesa. "Precisamos conseguir algumas pistas sobre aquele diretor antes que as coisas saiam do controle."
"Não vou deixar isso acontecer." Ele colocou sua mão sobre a dela e sorriu. "Então, oficial, como foi o seu dia?"
"Cansativo. Acabei de voltar da patrulha em East Bay. O seu?"
"Tenho boas notícias para você", ele sorriu.
Ela arqueou uma sobrancelha. "É mesmo?"
"Matilda concordou em ficar com a guarda."
Um alívio inundou as marcantes feições de Jannet. Ela correu para o outro lado da mesa e abraçou John. Ele envolveu seus braços em torno da cintura de Jannet. Eles se afastaram um minuto depois. Um olhar estranho tomou conta dos olhos de John. Por um segundo muito curto, ele se sentiu inseguro se estavam fazendo a coisa certa. Por que ele estava se sentindo assim?
Jannet juntou as mãos. "Isso é uma ótima notícia. Você sabe, John, eu não sou material para ser mãe. Não sei nada além de crime e dessas armas. É um alívio que seu filho não terá que sofrer com uma madrasta horrível."
"Você não é horrível. Além disso, é melhor se Louis ficar com Matilda. Não acho que eles pertençam ao nosso mundo."
Jannet deu um leve aperto no ombro de John. "Você tem a mim. Eu tenho você. Isso é tudo que importa agora. Vamos parar de falar sobre eles."
"Sim", John olhou para a tela do computador piscando diante dele. "Vamos parar de falar sobre eles."
"John", Jannet falou depois de um momento. No fundo, ela sabia que não importava o quanto ela tentasse, o coração de John nunca pertenceria a ela. "Você superou a Matilda, certo?"
John encontrou seu olhar assustado. "Claro que sim." Ele se levantou, alisando seu longo casaco cinza. Jannet estava prestes a se inclinar e beijá-lo, mas ele rapidamente pronunciou a primeira coisa que lhe veio à mente. "Eu preciso ir. Vou investigar mais o caso."
"Ok, tenha cuidado."
John não sabia por que não tinha contado a Jannet sobre o acordo dos doze beijos. John não sabia por que estava mentindo para Jannet. Assim que saiu do prédio do departamento de polícia, ele respirou fundo para acalmar seus nervos agitados. "O que diabos há de errado comigo?"
"Eu estou sofrendo, querido, estou quebrada. Preciso do seu amor, amor" Metilda cantarolou junto com o rádio, seus quadris se movendo no ritmo enquanto ela batia a manteiga fria. Ela estava tão absorta em fazer a massa de panqueca e curtindo Maroon 5 que não percebeu a abertura e fechamento da porta da frente.
"Açúcar. Sim, por favor. Você não vem e me coloca em cima de você? Estou bem aqui, porque eu preciso. Um pouco de amor e um pouco de compaixão."
Percebendo a agitação vindo da cozinha, John entrou na área de jantar. Para sua grande surpresa, ele encontrou sua esposa dançando e girando. Vestida com uma blusa de chiffon floral e capris, suas curvas se destacavam sob a blusa quase transparente.
Seria o calor? Ou esta sala estava ficando mais quente? John afrouxou sua gravata. Deus, quando sua esposa ficou tão gostosa. Será que ela começou a se exercitar ou algo assim?
Ele tirou seu casaco. Uma gota de suor escorreu por sua testa. Aquilo seria muito mais difícil. Especialmente quando sua esposa estava tão irresistível.
As solas de seus sapatos estalaram no piso de azulejos. Metilda se virou repentinamente, sua respiração presa na garganta. Seus olhos cor de mel se arregalaram. O olhar faminto nos olhos de John. Droga.
Ele colocou a mão ao redor de sua cintura. Os braços de Metilda se apertaram em volta da tigela, segurando-a entre eles. "O que você está fazendo?" Ela falou bruscamente.
John piscou, uma, duas vezes. "O quê?" Seu hálito tinha o cheiro de chá e hortelã.
"O que você está fazendo?" Ela repetiu, se afastando do seu alcance.
"Um... tinha... um pouco de massa no seu rosto." John passou o dedo ao longo da mandíbula dela.
"Eu faço isso há dez anos."
John recuou, levantando as mãos. "Eu só estava fazendo o que o acordo exigia de mim."
"Agora não, depois. Na frente do nosso filho. Não me faça repetir isso."
Ele assentiu. Mal podia esperar para beijar aqueles lábios rubi. Quando John percebeu o que acabara de pensar, ele balançou a cabeça violentamente, seu pulso acelerando.
O que diabos ele acabara de pensar?
"Vou voltar mais cedo", John rapidamente foi para a sala de estar e pegou seu casaco no cabide.
"Espere, o quê?" Metilda veio atrás dele. Ele desejava que ela não tivesse vindo. Seu corpo estava reagindo de formas que ele achava que tinha esquecido. Oh, aquelas curvas, aqueles olhos, aqueles lábios. Ele não conseguia parar de olhar para eles.
"Tenho que ir."
"Mas você acabou de chegar. Temos que buscar Louis na escola."
John queria sair daqui o mais rápido possível. "Vou estar lá para o jantar."
Ele bateu a porta na cara dela, deixando Metilda atônita e atrapalhada. "Eu fiz algo errado?"